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Um ano após receber fábrica chinesa, AL ainda não aproveitou potencial do investimento do país

Publicado em 09 de Setembro de 2016

por Rodrigo Cavalcante

Uma semana após a visita de Michel Temer à China em busca de novos investimentos para o Brasil, Alagoas parece ainda não ter despertado completamente para o potencial dos investimentos do gigante asiático em nosso Estado.

Alagoas teve, afinal, o privilégio de receber, em Marechal Deodoro, a primeira fábrica no Brasil para a produção de cabos de fibra óptica do grupo de origem chinesa ZTT –um dos líderes globais em produção de fibra óptica e tecnologia.

Apesar de ter que esperar meses de entraves para conseguir o terreno prometido pelo governo alagoano ainda no último ano da gestão Téo Vilela (estranhamente, já que a Seplande à época costumava ser muito mais ágil para atender demandas de empresas locais), o grupo manteve seus planos e conseguiu inaugurar, em outubro do ano passado, a primeira planta em Marechal com investimento inicial de mais de R$ 35 milhões – que contou até com presença da consulesa da China no Brasil.

Apesar do investimento inicial relativamente baixo (ao menos comparado com vizinhos como a Portobello, que investiu mais de R$ 200 millhões no mesmo polo), a planta inicial foi planejada como a primeira de uma série de mais três para a produção futura de fibras ópticas (e não apenas do cabo que cerca as fibras) e até de baterias para energia solar. E, como os chineses são conhecidos no mercado por buscarem investir em regiões onde já existem investimentos do país, a presença da fábrica em Alagoas é considerada estratégica como uma espécie de imã para atrair novos grupos do gigante asiático.

Desde então, a crise econômica no Brasil adiou os planos de investimentos do grupo que, segundo apurou AGENDA A, devem ser retomados nos próximos meses. E, de acordo com Alexandre Prioste, que comanda o braço brasileiro da ZTT, Alagoas continua sendo alvo dos planos de expansão do grupo no Brasil .

“Atualmente, um dos pontos que mais preocupam o grupo no Estado é a falta de segurança na região do polo de Marechal”, diz Prioste. “Como temos três turnos de trabalho na fábrica, nos preocupamos com a segurança de nossos colaboradores já que o polo, principalmente à noite, mantém-se como um local pouco iluminado e sem a presença de patrulhas constantes para garantir a segurança dos que trabalham por lá”.  

Questionado sobre se o Governo do Estado tinha entrado em contato para voltar a buscar novos investimentos do grupo no Estado, o executivo da ZTT confirmou ter recebido apenas essa semana um telefonema do secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, marcando uma reunião com o grupo para discutir possíveis novos investimentos no Estado.

Coincidência ou não, uma semana depois de Temer ir à China acompanhado do senador alagoano Renan Calheiros.

Antes tarde ...

 

 




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