Centro de convenções será primeira grande aposta do governo em parcerias público-privadas

Publicado em 08 de Novembro de 2017

Que Maceió está entre os destinos de praia mais procurados do país, você já sabe.

No chamado setor de turismo de eventos, contudo, a cidade não explora sequer uma ínfima parcela do seu potencial.

De olho nesse mercado, o governo do Estado, que acaba de criar a empresa pública Alagoas Ativos, tem como uma de suas primeiras apostas a concessão da gestão do Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso para alavancar o calendário de feiras, convenções e outros eventos no Estado.

No Brasil, esse mercado atraiu desde meados da década passada grandes multinacionais do setor, como a francesa GL Events, por exemplo, que administra centros de convenções em São Paulo e no Rio de Janeiro - e fatura quase um bilhão de euros por ano em todo o mundo.

O raciocínio por trás da proposta da concessão é simples: ao terceirizar o comando desses centros a um grupo com foco no setor, a empresa que assume a operação vê-se na obrigação de captar um número bem maior de eventos e de promover Maceió como destino para eles.

Além de grandes empresas da área, fontes do setor de turismo no Estado acreditam que a gestão de um centro de convenções como o de Maceió pode também despertar interesse de grandes operadoras turísticas que têm Alagoas como um dos seus principais destinos.

Como o Centro foi recentemente climatizado,  acaba de receber novos recursos federais para ampliação e é visto como um ativo que desperta interesse de investidores privados, o governo espera que o sucesso de sua concessão facilite novas parcerias como as de projetos de concessão da gestão dos mercados públicos de Alagoas, Arapiraca, além de matadouro de Viçosa e na área de saneamento público em Maceió, por exemplo – que pelo volume de recursos exigido teria um alto impacto na geração de empregos no Estado.

Enfim, um bom teste para modernizar a gestão dessas áreas – a não ser, claro, para aqueles que ainda demonizam qualquer parceria com o setor privado ou que, de alguma forma, faturam com a precariedade do modelo atual.

Quem conhece destinos turísticos como o Mercado Central de Belo Horizonte, por exemplo, que desde 1964 saiu das mãos da Prefeitura para uma associação privada, sabe da diferença que um grupo com foco em atender bem o cliente poderia fazer por nosso velho mercado público. 



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