Alagoas sai da série C do “brasileirão” das finanças públicas; veja nova classificação do Estado

Publicado em 07 de Dezembro de 2017

Pelo jeito, 2017 não será lembrado em Alagoas apenas como o ano em que o CSA subiu à série B do brasileirão.

Ao menos nas finanças públicas, Alagoas conquistou nesta semana uma vitória importante ao receber pela primeira vez nota “B” no Boletim de Finanças de Estados e Municípios divulgado pelo Tesouro Nacional (consolidando dados de 2016) – já com uma nova simulação de rating com base no novo método de classificação que simplificou a análise dos indicadores.   

Na prática, isso significa que Alagoas entrou para o hall dos Estados cujo equilíbrio nas contas permite tomar empréstimos da União - enquanto outros 12 Estados do país, classificados com “C” e “D”, ficarão impedidos pela nova regra de tomar empréstimos.

No boletim, os estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, em situação mais crítica, ficaram com nota final “D” - por possuírem alto endividamento e descompasso entre as receitas correntes e despesas correntes, além de não terem caixa de recursos não vinculados para honrar as obrigações financeiras.

Com nota “C” no ranking (também impedidos de tomar empréstimos no ranking) estão Pernambuco, Bahia, Piauí e Sergipe (no Nordeste) – além de Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins e Santa Catarina nas demais regiões.

Além de Alagoas, receberam nota “B” os Estados do Ceará, Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Norte (no Nordeste) - ao lado do Acre, Amazonas, Amapá, Paraná, Rondônia, Roraima e São Paulo nas demais regiões.

De acordo com o Tesouro Nacional, apenas dois Estados obtiveram nota “A” segundo a nova regra: Espírito Santo e Pará.

Apesar de Alagoas ter, sim, que comemorar (trata-se do melhor resultado relativo das finanças públicas em mais de 20 anos), é preciso cautela para assegurar que o esforço conduzido pela Secretaria da Fazenda (sob o comando técnico do secretário George Santoro) seja blindado de pressões populistas oportunistas – em uma economia frágil e ainda altamente dependente do setor público.

Afinal, como também sabem os torcedores do CSA, mais difícil do que subir à série B, será permanecer lá (e até ascender) assegurando que a má política não venha, mais uma vez, pôr tudo a perder.

Veja boletim no site do Tesouro aqui.

por Rodrigo Cavalcante



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