“Coronavoucher” deve injetar mais de R$ 1 bilhão na economia alagoana

Publicado em 09 de Abril de 2020

Até por ser um dos Estados com uma das médias de renda mais baixas do país, o alcance do benefício emergencial temporário de R$ 600, o chamado “coronavoucher”, deve ser maior proporcionalmente em Alagoas do que em outros Estados.

Segundo estimativa de economista Cícero Péricles, autor de livros como “Economia popular: uma via de modernização para Alagoas”, o número potencial de beneficiados em Alagoas pode chegar a 500 mil pessoas.

“É claro que esse número pode oscilar até em função da dificuldade de acesso por parte da população do benefício”, diz o economista. “Por isso mesmo, governo e prefeitos em todo o Estado deveriam criar uma frente de mobilização e assistência social para garantir que os mais necessitados tenham acesso a esse recurso essencial”.

De acordo com o economista, a estimativa de 500 mil beneficiados diretos é baseada em dados do Estado como o número de famílias que recebem o bolsa-família (380 mil), 170 mil trabalhadores no setor privado sem carteira assinada, 50 mil empregadas domésticas sem carteira assinada, 270 mil autônomos sem CNPJ, 93 mil microempreendedores que não estão no cadastro e 160 mil desempregados. “Como há uma sobreposição de pessoas que podem estar em mais de uma dessas categorias, estimo em 500 mil o número de beneficiados”, diz Péricles.

Já a Secretaria Estadual de Planejamento, que faz sua contabilidade por número de vouchers (e não de pessoas cadastradas no benefício, já que uma família pode receber o valor equivalente a dois vouchers), estimou para o AGENDA A que o Estado pode receber cerca de 1 milhão de coronavouchers de R$ 600 por mês. “Se descontarmos o valor já destinado ao bolsa família no Estado (cerca de R$ 80 milhões mês), isso pode representar mais de R$ 1,5 bilhão de injeção na economia popular de Alagoas na soma dos três benefícios”, diz o secretário de Planejamento Fabrício Marques, que trabalha com uma média entre 900 mil e mais de um milhão de vouchers de R$ 600 por mês no período.

Segundo o secretário, o governo começou a monitorar a partir de hoje o número de transferências para o Estado e está em contato com as agências bancárias para facilitar o acesso do cidadão ao benefício e coibir possíveis fraudes.



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