7 consórcios disputam leilão de concessão de água e esgoto que atenderá 1,5 milhão de alagoanos

Publicado em 28 de Setembro de 2020

Como estará o saneamento de Alagoas daqui a 35 anos, por volta de 2055?

Pois é, 35 anos é o prazo do contrato de concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da Região Metropolitana de Maceió cujo leilão está previsto para iniciar às 10h da manhã da próxima quarta (30), na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3.

De acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, que desenvolveu o projeto de concessão em parceria com o Governo de Alagoas, sete consórcios se inscreveram para apresentar propostas para a concessão que atenderá cerca de 1,5 milhão de habitantes, quase a metade da população de Alagoas (estimada em 3,3 milhões) que moram na capital e 12 cidades próximas de Maceió.

Segundo apurou AGENDA A, entre os sete consórcios inscritos estão empresas como a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, que atende mais de 26 milhões no Estado de São Paulo, Águas do Brasil (com 12 concessionárias em 14 cidades brasileiras), Aegea (que atende 47 cidades em todas regiões do país), BRK Ambiental (do grupo Odebrecht, que atua em mais de 180 municípios de 12 Estados), Iguá (que além de já atender o agreste alagoano, atua em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso), Conasa Infraestrutura (que já atua em Maceió via consórcio Sanema) e até a Equatorial, que ganhou a concessão de distribuição de energia da antiga Eletrobras Alagoas e entrou no consórcio de saneamento em parceria com a operadora de saneamento no Norte do país.

Até amanhã (29), o Governo deverá divulgar se todos os sete consórcios estão habilitados para o leilão na quarta (se houver falha em documentação ou outro entrave, alguns dos consórcios podem ficar de fora do leilão).

O grupo vencedor será aquele que fizer a oferta de maior outorga pela concessão, com o valor mínimo estipulado em R$ 15,125 milhões - mas, segundo apurou AGENDA A no mercado, é possível que o valor no Leilão ultrapasse os R$ 200 milhões.

De acordo com o edital, o consórcio vencedor deverá investir R$ 2,6 bilhões em infraestrutura de saneamento básico ao longo dos 35 anos de contrato, sendo R$ 2 bilhões nos primeiros oito anos. Com a distribuição nas mãos do consórcio privado, a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) permanecerá responsável apenas pela captação e o tratamento da água e venda da água tratada para o concessionário fazer a distribuição para os usuários.



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