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Empresa de telecomunicações de AL é destaque nacional em meio à crise de gigantes do setor

Publicado em 27 de Janeiro de 2017

Enquanto gigantes do setor de telecomunicações como a Oi ganham as manchetes pela ameaça de falência e até possível intervenção federal, uma empresa alagoana tem despertado a atenção dos jornais de economia do país (e até de fundos privados estrangeiros) por seu crescimento na área.

Com mais de 3000 clientes corporativos em 14 Estados (entre eles, marcas de peso como a Fiat Chrysler Automobiles), a alagoana Aloo Telecom deixou de ser vista como uma pequena empresa regional para se tornar uma empresa de médio porte com chances reais de entrar, nos próximos anos, no ranking das mais rentáveis do país.

Para isso, a empresa não apenas investiu nos últimos anos cerca de R$ 50 milhões na expansão de sua rede entre Fortaleza e Salvador, como planeja desembolsar R$ 75 milhões nos próximos dois anos para ampliar sua presença em regiões estratégicas do país (como o Oeste da Bahia e Estados próximos como Mato Grosso e Tocantins), além de chegar ao Espírito Santo e Rio de Janeiro.

“Nunca tivemos a pretensão de nos tornar uma gigante na área, mas é claro que queremos, sim, ser reconhecidos como uma das mais rentáveis e melhores do setor, principalmente pela qualidade de nosso serviço”, diz o presidente executivo da empresa, Felipe Cansanção.

Curiosamente, uma das vitrines do trabalho da Aloo foi a prestação de serviços para o setor público, como a implantação de uma nova rede de transmissão de dados para o Governo de Alagoas.  

Tudo começou em 2014, quando o então secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, Eduardo Setton, com o apoio do ex-governador Téo Vilela, decidiu abrir uma nova licitação para o setor, rompendo com anos de acomodação e contratos milionários com gigantes nacionais que pouco se interessavam em investir na melhoria dos serviços. Apesar de a licitação ter sido colocada em xeque por forças políticas do atual governo, a melhoria do serviço local foi tão perceptível que despertou o interesse de governos de Estados vizinhos como a Bahia e Sergipe.

Até agora, a Aloo provou que sua estratégia de atender bem “onde as grandes concessionárias não chegam”, como disse o presidente da empresa ao jornal Valor Econômico, tem sido bem sucedida. Resta saber, contudo, se ela conseguirá manter o mesmo ritmo ao desembarcar em mercados bem mais disputados, como o do sudeste do país.

Para uma empresa alagoana que nasceu em 2003 com capital inicial de apenas R$ 130 mil reais (e prevê alcançar em 2017 mais de R$ 110 milhões em crescimento e aquisições), essa missão, ao que tudo indica, já não parece tão impossível.



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