Maceió tem “alta cultura empreendedora” e “pior capital humano” do Nordeste, diz pesquisa; entenda

Publicado em 05 de Dezembro de 2017

Mais uma vez, o Índice de Cidades Empreendedoras divulgado pela Endeavor (ONG internacional de fomento ao empreendedorismo) aponta um paradoxo em Maceió.

No ranking geral, nossa capital continua mal, muito mal, com a penúltima nota (4,421) no ranking geral entre as 32 cidades pesquisadas - que leva em conta indicadores do ambiente regulatório (tempo de processos, custo de impostos, complexidade tributária), infraestrutura (transporte interurbano e condições urbanas), mercado (desenvolvimento econômico, clientes potenciais), acesso a capital (acesso a capital de risco), inovação (número de mestres e doutores, empresas com patentes), capital humano (acesso a mão de obra qualificada) e cultura empreendedora (potencial empreendedor e imagem do empreendedorismo).  

À frente apenas de Manaus no ranking nacional, Maceió foi lanterninha no Nordeste atrás de São Luís (29ª posição, com 4,806), João Pessoa (27ª, com 5,043), Teresina (26ª, com 5,081), Salvador (25ª, com 5,143), Fortaleza (24ª, com 5,204), Natal (23ª, com 5,492), Aracaju (22ª, com 5,529), Recife (20ª, cidade melhor colocada no Nordeste, com 5,627).

No topo, São Paulo liderou mais uma vez o ranking com nota 8,492, seguido de Florianópolis (8,178), Vitória (com 7,309), Curitiba (7,119) e Joinville (7,011).

De acordo com a pesquisa, a penúltima posição de Maceió no ranking geral foi resultado de indicadores baixíssimos em quesitos como “inovação” (último lugar nacional) e “capital humano”, onde a cidade teve o pior índice de mão de obra básica do país.

Já a melhor colocação da cidade continua sendo, como foi destacado ano passado, o quesito “cultura empreendedora”, onde Maceió aparece em 11ª posição nacional.

No subitem “Potencial para Empreender com Alto Impacto”, Maceió é o primeiro lugar no país na liderança em quesitos como “Índice de Sonho Grande” e “Índice de Visão” de seus empreendedores, assim como em alta pontuação em índices de “criatividade” e “proatividade”.

Ou seja: se os indicadores de Educação na capital e no Estado melhorarem de maneira concreta (para além de discursos com resultados pífios), Maceió tem tudo para dar um grande salto no indicador. Como a base de alguns indicadores na área da pesquisa é de 2015, resta saber se algo mudou na área.



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