Coronavírus: Ufal usará impressoras 3D na produção de máscaras para profissionais de saúde

Publicado em 25 de Março de 2020

Nos próximos dias, dois laboratórios de tecnologia da Ufal irão destinar parte de seus equipamentos para colaborar na proteção dos profissionais de saúde de Alagoas no combate ao coronavírus.

Modelos de máscaras destinadas a profissionais de saúde (conhecida como “face shield”, na foto abaixo, em falta no mercado) serão produzidas em impressoras 3D do Laboratório de Computação Científica e Visualização (LCCV) e do Laboratório de Fabricação Digital (fab lab), dois centros de pesquisa da Ufal.

“Após detectarmos que havia uma carência muito grande dessas máscaras no mercado, decidimos que poderíamos nos engajar na luta contra o coronavírus produzindo máscaras que protejam os profissionais de saúde do Estado”, diz o engenheiro e professor da Ufal Adeildo Junior, um dos fundadores do LCCV à frente do projeto.

Com apoio de uma equipe interdisciplinar que envolve outros nomes como do engenheiro Adeilson Amorim (do LCCV), do arquiteto e designer Eduardo Florencio (do fab lab) e do cirurgião Manoel Álvaro Lins (Hospital Universitário), o projeto prevê a fabricação de ao menos 800 máscaras modelo face shield (média de 100 por semana) destinadas aos profissionais de saúde do Estado.

“Essas máscaras são um reforço essencial para garantir mais proteção aos profissionais de saúde”, diz o cirurgião Manoel Álvaro Lins. “Elas funcionam como mais uma camada de proteção de acetato para ser usada acima da chamada máscara cirúrgica”.

Além do modelo face shield, cuja produção envolve, além da impressora 3D, máquinas a laser para corte preciso do acetato, o grupo de pesquisadores já estuda produzir modelos de maior complexidade, como a N95, ainda mais seguro e usado por profissionais em UTIs.

“Nossa intenção é entregarmos as primeiras unidades da face shield já no início da próxima semana”, diz Adeildo, que tem sido demandado para produzir as máscaras por uma série de profissionais de saúde, incluindo a própria irmã, a médica pediatra Mônica Ramos.

Além do trabalho voluntário (e de investimentos do próprios pesquisadores), o grupo começa a contar com o apoio da iniciativa privada do Estado, como da empresa Aloo Telecom, que comprou parte do lote inicial do acetato que será usado na fabricação da máscara.



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