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“Alagoas se conectará com toda Europa, não só com Portugal”, diz executivo da TAP sobre novos voos

Publicado em 10 de Dezembro de 2019

por Rodrigo Cavalcante

Na manhã desta terça (10), Mário de Carvalho, diretor da companhia aérea portuguesa TAP para América do Sul, esteve em Maceió, no Hotel Jatiúca, para lançar oficialmente os três novos voos semanais diretos Maceió-Lisboa-Maceió que iniciam a operação em 12 de junho do próximo ano (e já estão à venda no site da empresa).

“É uma ligação de Alagoas não apenas para Portugal, como para Europa, já que de Lisboa a TAP tem voos diretos para mais de 50 destinos na Europa”, disse o diretor da TAP a AGENDA A pouco antes de apresentar ao lado do secretário de Denvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, os novos voos internacionais para agentes de viagem e para o trade turístico do Estado.

Confira entrevista completa abaixo.

AGENDA A: Como Alagoas pode aproveitar esses primeiros voos regulares da TAP para se consolidar como destino internacional?

Tudo começa quando os políticos e líderes do Estado passam a olhar para o turismo por uma vertente econômica. E é isso que estamos vendo. O turismo é um tipo de indústria que cria o maior número de postos de trabalho de forma mais rápida e com o menor investimento. Veja o caso de Portugal, onde o turismo foi o responsável por ajudar a tirar o país de uma grave crise econômica. E o turismo cresceu de maneira tão robusta que já representa 15% do PIB português. Seja em Portugal ou em Alagoas, a atração de turistas exige foco na qualidade dos serviços, para que o turista seja bem atendido, melhores condições de infraestrutura, enfim, uma série de melhorias que não apenas impactam a vida dos visitantes, como dos cidadãos. Por isso mesmo, costumo dizer que o turismo é bom para o turista e para o cidadão.

Você foi um dos pioneiros na abertura de voos diretos de Portugal para capitais do Nordeste. E você sabe que, para que esses novos voos não sejam futuramente cancelados, é preciso garantir um fluxo constante de ida e volta. O que Alagoas deve fazer agora para consolidar e atrair novos voos?

No mundo inteiro, o turismo cada vez mais é movido pela construção de uma experiência. Logo, por exemplo, só praia, não vende. Ou melhor: praia até vende, mas a concorrência é feroz, já que o turista europeu ou norte-americano tem diversas opções de praias paradisíacas no Caribe e em outras regiões antes de optar pelo Nordeste do Brasil. Daí a importância de se agregar toda uma experiência gastronômica, artesanato, eventos culturais, enfim, criar um circuito de experiências e histórias únicas que marquem a memória do visitante. Maceió está muito bem servida de belas praias na capital e arredores. E tenho certeza, por exemplo, de que o interior de Alagoas têm lugares e experiências incríveis. Mas essas histórias e experiências precisam ser contadas lá fora. Sem divulgação e promoção do destino, não há como atrair um fluxo constante de turistas de outros países.

Além de investir em promoção, Alagoas deveria fortalecer que áreas?

Não conheço a fundo o Estado para aconselhar investimentos nessa ou naquela área, mas existem pontos importantes não apenas para o Nordeste, como para o Brasil. Segurança pública, por exemplo, é essencial. Sei, por exemplo, que o Estado tem investido muito na área e é essencial que mantenha esse investimento. Acredito muito no potencial de Alagoas. Até porque, o mais importante, é essa união do Estado e do setor privado unidos  para enxergar o turismo como uma alavanca econômica.

Uma companhia como a TAP não lançaria voos de Maceió sem estudo ou exigir alguma contrapartida do Governo em promoção turística, por exemplo. O que foi acordado com o governo?

Basicamente, o governo assumiu o compromisso de investir na promoção do destino Alagoas. Apesar de não ser obrigação da TAP, também nos comprometemos a ajudar nesse esforço de promoção. Na prática, é um esforço conjunto em prol do turismo em Alagoas.

Os turistas europeus, em geral, têm grande preferência por resorts. E o grupo português Vila Galé já anunciou a construção de um resort em Barra de Santo Antônio. Essas novas bandeiras serão essenciais para consolidar esse fluxo?

Sem dúvida, esses empreendimentos são essenciais para gerar um fluxo maior. E tenho certeza de que, com o sucesso que esperamos obter aqui em Alagoas, não apenas o Vila Galé, mas outras bandeiras automaticamente virão impulsionadas por esses novos voos regulares. Outro ponto crucial para a hotelaria é ter preços competitivos, principalmente nesse primeiro momento, até como investimento, para que os turistas europeus não tenham que pagar mais do que pagariam em outros destinos mais próximos que já ofertam serviços de excelente qualidade. Daí a importância, sempre, da qualificação dos serviços.

A partir do ano que vem, o Aeroporto Zumbi dos Palmares será administrado pelo grupo espanhol Aena. Qual o impacto que essa mudança deve ter para o turismo internacional em Alagoas?

Os concessionários de aeroportos têm um papel essencial em fomentar a divulgação e promoção do destino. Já conversamos com o grupo Aena sobre isso e eles vão participar, sim, desse esforço conjunto. Até porque, quanto mais passageiros desembarcarem no Estado, mais eles ganham. E, sem dúvida, estamos vendo com bons olhos a melhoria na qualidade do serviço de vários aeroportos que tiveram a gestão repassada a grupos privados. Esses aeroportos passam a ter um foco em atender melhor os clientes com interesse direto em atrair mais turistas para seus destinos.

Para que os voos se consolidem, é preciso também fazer um esforço para levar mais alagoanos para Portugal. É sobre isso que vocês vieram conversar com os agentes de viagens do Estado?

Exatamente. E, o mais importante nesse momento, é entender que os novos voos não são apenas uma ligação de Alagoas para Portugal, mas uma ligação para Europa, já que de Lisboa a TAP tem voos diretos para mais de 50 destinos na Europa. Enfim, os voos diretos entre Maceió e Portugal criam, via TAP, um atalho para várias capitais da Europa, da África e até do Oriente Médio, como nosso novo voo para Tel Aviv, em Israel. E isso gera uma janela de oportunidades fantástica para o alagoano poder viajar sem precisar ir até o Rio, São Paulo ou mesmo Recife para chegar a esses destinos.

 

 

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