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Marca de açúcar do maior grupo alagoano do setor entra na disputa do varejo no Sudeste

Publicado em 08 de Agosto de 2019

Nos próximos dias, a marca de açúcar alagoana Coruripe, do grupo Tércio Wanderley, o maior do setor sucroalcooleiro em Alagoas e um dos maiores do Brasil, começará a disputar espaço nas redes de atacado e de supermercados de Minas Gerais - e, nos próximos anos, de outros Estados do Sudeste.

O anúncio do ingresso da marca no mercado do varejo da região Sudeste foi realizado nesta quarta (7), no primeiro dia da “Megacana Tech Show”, uma das principais feiras do setor sucroenergético do país encerrada esta quinta (8) na cidade de Campo Florido, na região do Triângulo Mineiro, onde o grupo possui uma unidade fabril.

De acordo com a empresa, a previsão inicial é de comercializar, no primeiro ano de operação, cerca de 30 mil toneladas de açúcar para os mercados do Triângulo Mineiro, Belo Horizonte e região metropolitana – o que representaria cerca de 10% de participação do varejo do Estado. Para se adaptar ao mercado da região, além da venda dos formatos dos três tipos de açúcar encontrados no Nordeste como cristal (2kg), refinado (1kg) e demerara (1kg), o grupo também venderá o tipo cristal no formato 5kg, mais usual no mercado mineiro.

“Após consolidarmos nossa marca no varejo do Nordeste, nossa meta é expandirmos a atuação para alguns Estados do Centro-Sul nos próximos anos”, diz Francisco Vital, diretor comercial da Usina Coruripe. A expansão de venda para o varejo no sudeste faz parte da estratégia do grupo de reforçar a presença no mercado interno nos próximos anos, apesar de ter mais de 80% de sua produção voltada para exportação. Após conquistar o segmento industrial no entorno de Minas, fornecendo açúcar para grupos como Coca-Cola, Italac e Embaré, o grupo investiu recentemente na modernização da linha de produção e aquisição de máquinas de empacotamento na unidade de Campo Florido, de onde sairá inicialmente o açúcar que será vendido nos supermercados da região.   

“Nossa estratégia é fazer com que o valor de nosso açúcar, já reconhecido no mercado industrial pela alta qualidade, seja também reconhecido pelo consumidor final”, diz Francisco Vital. Para conquistar o consumidor da região, Vital diz que a marca conta com diferenciais no produto (como o não uso de enxofre na produção), assim como certificações de qualidade como FSSC 22000, que regulamenta a segurança do alimento em todas as etapas de produção, e a ISO 9001, que atesta a qualidade de toda a cadeia produtiva.

Já no mercado do Nordeste, o diretor comercial aposta na expansão de vendas da marca em Estados como Bahia, Sergipe, além de Alagoas, é claro. “Com as recentes medidas do governo de Alagoas para equalizar a tributação do setor em relação a Pernambuco, acreditamos que voltaremos a ter um produto competitivo para aumentarmos nossa participação em outros Estados do Nordeste”, diz Vital.

Para lutar contra a depreciação do preço do açúcar no mercado nos últimos anos, o grupo aposta também na expansão de vendas de linhas alternativas do segmento voltados para o mercado de alimentação saudável. Além de investir na expansão no mercado do tipo demerara, ainda pouco vendido em Minas, por exemplo, o grupo aposta em testes para a produção de outras linhas específicas tanto para o setor industrial quanto para o consumidor final.

Tudo para vencer o desafio de agregar mais valor à commodity que um dia já foi a especiaria mais cobiçada produzida no Brasil - e cujo preço do quilo  no supermercado chega a ser hoje mais barato, literalmente, do que de um quilo de banana.


 

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