Levantamento exclusivo revela faturamento de comércio eletrônico em Alagoas na pandemia; confira

Publicado em 10 de Jul de 2020

Sim, o comércio eletrônico cresceu em todo o Brasil e no mundo durante a pandemia.

Mas, quanto foi, em números, o crescimento aqui em Alagoas?

Segundo pesquisa solicitada por AGENDA A ao Movimento Compre & Confie, especializado em relatórios da área de e-commerce, entre 25 de fevereiro a 23 de junho, os pedidos online em Alagoas cresceram 115,4% quando comparados com o mesmo período do ano passado.

Em faturamento, o salto foi de 108,7%.

Ou seja, tanto o número de pedidos quanto o faturamento no comércio eletrônico mais que dobraram nesse período de restrições e isolamento social.

Ainda segundo a pesquisa, o número total de pedidos online registrados no período em Alagoas foi de 709,6 mil e o faturamento do setor no Estado foi de R$ 364,9 milhões de reais.

Apesar de os dados não informarem qual parcela desse faturamento foi destinada a redes de varejo e comércio em Alagoas, a corrida de última hora das marcas locais para estruturar plataformas de comércio eletrônico (ou usar plataformas de outros grupos) indica que a quase a totalidade dessas transações foi realizada via as grandes cadeias de varejo nacionais e até internacionais.

“Um dos legados dessa pandemia foi ter despertado as marcas locais para a importância de estruturarem suas operações para o comércio eletrônico”, diz Carlos Lima Junior, da ID5, agência digital especializada em Marketing Digital. “Não apenas aqui em Alagoas, mas no Brasil e no mundo, quem não estava preparado para as transformações que o mundo digital exige está procurando se organizar rapidamente para atender os seus clientes por esses canais.

Esse é o caso, por exemplo, da rede alagoana de supermercados Unicompra que, apesar de ter se programado para vendas online há mais de um ano, teve que acelerar a implantação da operação durante a pandemia. Após iniciar o processo de vendas via canais como WhatsApp, a rede investiu em um sistema de comércio eletrônico que entrou no ar experimentalmente há mais de 20 dias e deve ser lançado oficialmente nos próximos dias. “Durante a pandemia, aceleramos o processo de implantação para oferecer uma ferramenta robusta e confiável para os nossos clientes com uma diversidade de produtos que superará os 20 mil itens”, diz o diretor de marketing da rede Rusijânio Lúcio, mais conhecido pelos colegas pelo apelido de “titio”.

Outras redes locais no segmento do varejo premium, como o Palato, não apenas investiram em tempo recorde na oferta de produtos no seu e-commerce, como na criação de ferramentas como uma assistente virtual (chamada Lis) para auxiliar na inclusão daqueles que não têm afinidade com as plataformas digitais. “Mais do que ampliar a oferta de produtos no e-commerce, tivemos a preocupação de fazer com que a venda online se tornasse um complemento da experiência de compra física em nossas lojas”, diz João Acioly, à frente da área de comunicação e marketing do Palato, que diz que vendas via essas ferramentas têm crescido 50% a cada mês desde o início da pandemia.



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