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Perto de completar 30 anos, Divina Gula passa por maior reforma de sua história; veja como ficou

Publicado em 16 de Dezembro de 2016

Como modernizar o ambiente de um dos mais tradicionais e longevos restaurantes de Maceió - sem perder a identidade que o fez acumular um público fiel em quase 30 anos de história?

Nesta quinta-feira, os alagoanos puderam conferir a nova cara do Divina Gula, aberto em 1987 pelos mineiros André Generoso e sua esposa, Cláudia Mortimer, cujo sucesso não apenas local, como nacional (um dos únicos de Maceió estrelados por anos consecutivos em guias como Quatro Rodas), transformou a casa em um dos principais pontos do circuito gastronômico da cidade.

Apesar de ter passado por uma série de ampliações no terreno que hoje conta com 1620 metros quadrados, o novo projeto do restaurante assinado pela dupla de arquitetos Tiago Angeli e Ricardo Leão (do escritório Angeli.Leão) não é apenas o maior da história do Divina – como, provavelmente, trata-se de um dos mais ousados já realizados em um restaurante tradicional no Estado.

A começar pela altura do salão central, que foi quase triplicada. O pé direito saltou de modestos 2,5 metros para cerca de 6 metros, ampliando monumentalmente o espaço. Sustentado por uma estrutura metálica com telhas com proteção térmica, o novo teto ganhou revestimento com madeira de demolição que, além de tornar o ambiente mais aconchegante, serve como barreira acústica.

“Desde as primeiras conversas com o André e a Cláudia, compreendemos que nosso desafio seria atingir dois objetivos aparentemente conflitantes”, diz o arquiteto Tiago Angeli. “Precisávamos ser ousados para modernizar e ampliar a arquitetura do restaurante e, ao mesmo tempo, preservar ao máximo os elementos que fazem parte da identidade e da história do Divina”.

De acordo com o arquiteto, esse equilíbrio foi alcançado tanto pelo reaproveitamento ao máximo de materiais como tijolos batidos e madeiras do espaço antigo, como pelo uso do grande acervo de objetos acumulados pelos proprietários. Pelas paredes, formas de pão de queijo, tampas de panelas, bateias (“peneiras” de garimpo), entre outras peças, foram usadas pelos arquitetos como objetos de decoração (algumas delas verdadeiras instalações assinadas pelo artista plástico Alex Lima).

A preservação da atmosfera artesanal-rústica também foi reforçada com uso de madeira de demolição, tacos e ladrilho hidráulico no piso (oriunda de uma oficina no bairro do Vergel do Lago que ainda preserva métodos artesanais).

Ainda no salão central, destacam-se o balcão de mais de 30 metros quadrados do novo bar e a cozinha com paredes de vidro. Ao fundo, o restaurante ganhou dois salões climatizados projetados com alturas diferentes para melhorar a ventilação interna do espaço – que contam com uma nova adega de vinhos, cachaçaria e uma Beer Cave (câmara refrigerada para armazenar cervejas à temperatura ambiente de 3 graus).

Para marcar a mudança no ambiente, o restaurante ampliou a oferta de petiscos servidos no novo bar (que variam entre R$ 9 a R$ 24) e introduziu novos pratos.

  

Vista do salão central, com o balcão de 30 m² e a cozinha de vidro

 

Detalhe da área do bar, que ganhou cardápio com novos petiscos


Madeiras e tijolos do "antigo" Divina foram reaproveitados no novo projeto


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