Filme alagoano foi um dos dois recordistas de audiência em festival do Rio de Janeiro

Publicado em 31 de Agosto de 2020

Mais de quatro mil pessoas -- para ser mais preciso, quatro mil e trinta e nove.

Esse é o número de telespectadores que visualizaram o filme alagoano “Cavalo” durante a 4ª edição do Festival Ecrã de Cinema, do Rio de Janeiro, que divulgou esta segunda o número das obras mais assistidas até o encerramento do Festival neste domingo (30).

O longa dirigido por Werner Salles e Rafhael Barbosa, produzido com recursos do edital da Prefeitura de Maceió em parceria com a Ancine foi um dos dois mais assistidos entre mais de 100 obras do festival, ficando logo atrás de outra produção do Nordeste, o filme Sertânia, do veterano cineasta baiano Geraldo Sarno, que aos 81 anos voltou a filmar no sertão e teve um público de 4 206 visualizações durante a mostra. 

“Com mais 8 200 telespectadores, Cavalo e Sertânia foram hits de audiência totalizando quase 50% das visualizações de todo o festival que bateu recorde de audiência nessa edição ao ser acompanhado por cerca de 20 mil pessoas”, diz Rian Rezende, um dos curadores do evento. “E o interesse do público alagoano pelo filme foi tão grande que Maceió apareceu logo atrás de São Paulo e Rio de Janeiro como terceira cidade com maior número de acessos no festival”.

Após a primeira exibição pública do filme em fevereiro deste ano na  23ª Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas, uma das mais tradicionais do país, “Cavalo” teve sua grande pré-estreia em Maceió, agendada para 17 de março no Teatro Gustavo Leite, mcancelada em função da pandemia.

O filme, que usa uma linguagem híbrida entre o documentário e a ficção para falar da ancestralidade de ritmos e rituais da religiosidade de matriz africana sobre o corpo, vem recebendo elogio da crítica em todos os festivais que foi exibido e conquistando um público cada vez maior.

“Desde o começo, tínhamos vontade de experimentar estratégias alternativas para levar o filme até às pessoas, realizando debates, exibindo o filme em universidades, nas periferias, terreiros, quilombos", diz o diretor Rafhael Barbosa. "A experiência do Festival Ecrã possibilitou que o filme viralizasse a partir do boca a boca. O alcance foi enorme. As pessoas que viram e gostaram do filme, recomendaram com muito entusiasmo. Recebemos muitos depoimentos nas redes sociais, de pessoas que se diziam comovidas, e muitas que relatam se sentirem inspiradas pelo filme”.




 

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