No dia da morte do crítico Antonio Candido, veja depoimento dele sobre maior escritor alagoano

Publicado em 12 de Maio de 2017

Um dos maiores críticos literários do país morreu na madrugada desta sexta-feira (12), aos 98 anos.

Antonio Candido de Mello e Souza, autor de clássicos como “Formação da Literatura Brasileira”, era provavelmente um dos últimos grandes nomes da crítica de sua geração que cresceu em um dos períodos áureos do romance brasileiro nos anos 1930.

Nascido no Rio de Janeiro, Candido passou parte da adolescência e juventude em Poços de Caldas, Minas Gerais, onde costumava esperar na estação do trem o desembarque de novos livros destinados a uma das duas livrarias da cidade.

Entre os lançamentos que teve oportunidade de ver pela primeira vez na cidade, ele disse em depoimento recente que se recordava nitidamente quando se deparou pela primeira vez com a capa de Caetés, primeiro romance de Graciliano Ramos, então um dos inúmeros autores regionalistas daquela época.      

Em depoimento especial gravado na USP, em setembro de 2011, em meio à comemoração dos 75 anos de publicação do romance Angústia, Antônio Candido contou como, com o passar dos anos, a obra de Graciliano Ramos foi crescendo cada vez mais em seu conceito - enquanto a obra de vários autores de sucesso do período foram caindo no esquecimento.

No dia da morte do crítico, AGENDA A homeageia Candido reproduzindo o belo de depoimento dele sobre o Velho Graça – que, assim como a obra de Graciliano, deve crescer cada vez mais com o passar dos anos.


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