Após privatização, polo de petróleo e gás em AL deve receber mais de R$ 1,5 bi em investimentos

Publicado em 07 de Fevereiro de 2022

Luiz Felipe Coutinho, Luna Viana e Nathan Bidden, da Origem: investimento no Polo Alagoas deve aquecer mercado regional

 

Uma transação bilionária que deve mudar o mercado de petróleo e gás em Alagoas foi concluída na virada de sexta para sábado passado sem grande alarde no Estado.

Trata-se da venda pela Petrobras de todos os campos de petróleo e gás de Alagoas (incluindo a Unidade de Processamento de Gás Natural de Pilar) para a Origem Energia, empresa privada criada em 2016 que pagou sexta-feira passada a segunda parcela de 240 milhões de dólares (de um total de US$ 300 milhões, mais de R$ 1,5 bi no câmbio atual) para assumir toda a operação da Petrobras no Estado.

Na prática, a Origem Energia, passa a comandar oficialmente desde sábado (5), sete campos e estações de tratamento de petróleo (e mais de 600 poços) distribuídos nos municípios de Coqueiro Seco, Coruripe, Feliz Deserto, Jequiá da Praia, Marechal Deodoro, Rio Largo, Santa Luzia do Norte, São Miguel dos Campos e Satuba, além da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) em Pilar, responsável pelo processamento de 100% de todo o gás produzido pela Petrobras no Estado.

Além dos mais de R$ 1,5 bilhão gastos na aquisição do Polo Alagoas, a empresa, controlada pelo fundo de investimento PSS Energy Fund, gerido pela Prisma Capital, anunciou que deve investir pelo menos a mesma quantia na expansão da operação com objetivo de dobrar a produção de gás natural já no primeiro ano, aumentar em mais de 60% a produção diária de barris de petróleo e construir a primeira termelétrica a gás do Estado.

Antes da conclusão do negócio nesta sexta, o grupo vinha realizando uma série de contratações para sua operação no Estado que deve praticamente triplicar o número de empregados diretos no Polo Alagoas, já que a empresa tem como estratégia diminuir o número de terceirizados na operação.

“A atuação da Origem em Alagoas se reveste de especial atenção pela expectativa de transcender o óbvio das atividades de exploração e produção de petróleo e gás, e sim, muito mais, pela amplitude de possibilidades de integração energética a que pode se propor”, diz o consultor e ex-presidente da Algás, Gerson Fonseca.

Ou seja, para Alagoas, muito mais importante do que a transferência da operação da Petrobras para um grupo privado, será a ambição e capacidade de investimento do grupo para transformar o Estado num polo regional mais dinâmico de produção, armazenamento e distribuição de gás natural.




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