Florianópolis faz parceria com pesquisadores de Ciência de Dados da Ufal para monitorar pandemia

Publicado em 18 de Jun de 2021

Fila de vacinação em Florianópolis: prefeitura quer automatizar monitoramento com suporte do Laboratório de Estatística e Ciência de Dados da Ufal

 

Enquanto em Maceió e Alagoas boa parte da discussão em torno do controle da Covid-19 se resume a decretos de abertura e fechamento de estabelecimentos comerciais, várias cidades brasileiras continuam apostando no rastreamento e prevenção de infectados com base no uso da tecnologia de dados.

Esse é o caso da Prefeitura de Florianópolis, capital de Santa Catarina, que acaba de firmar uma parceria com o Laboratório de Estatística e Ciência de Dados da Ufal (LED) em busca de sistemas automatizados para monitorar os casos de infecção na capital catarinense.

“O Laboratório da Universidade Federal de Alagoas tem trabalhos excelentes de automação de processos que podem ajudar a vigilância epidemiológica de Florianópolis a manter nossas investigações e atingir o maior número de pessoas com os recursos que dispomos”, disse a AGENDA A Ana Cristina Vidor, gerente da Vigilância Epidemiológica de Florianópolis (foto abaixo). “Além disso, eles têm trabalhos de bastante destaque na análise da pandemia em outros municípios, o que reforça nossa crença na importância da aproximação de instituições públicas para monitoramento não apenas dessa pandemia, mas de outras que virão”.

Em Alagoas, o trabalho pioneiro do LED no monitoramento da pandemia foi realizado ano passado, em parceria com a Prefeitura de Maragogi, e ganhou projeção em outros centros de pesquisa pelo trabalho de coleta minuciosa de dados da pandemia nos bairros e implantação de um software para monitorar os bairros com maior número de infectados, permitindo a realização de cálculos para a simulação do comportamento da pandemia. 

“Estamos muito felizes em trabalharmos em parceria com a equipe de altíssimo nível da Prefeitura de Florianópolis que está buscando as melhores práticas no monitoramento e combate à a pandemia naquela cidade”, diz o pesquisador alagoano Krerley Oliveira, coordenador do LED e professor do Instituto de Matemática da Ufal. “O trabalho já está sendo executado e acredito que os primeiros resultados já devem aparecer nos próximos dias”.

De acordo com coordenador, após o modelo do trabalho do LED em Maragogi ter sido apresentado e disponibilizado gratuitamente para outras cidades do Estado via Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), a única prefeitura que mostrou interesse pelo modelo até o momento, além de Maragogi, foi a de Campo Alegre, no Agreste Alagoano -- além, claro, de Florianópolis, a mais de 3000 quilômetros de distância de Maceió.


Gerente da Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, Ana Cristina Vidor: parceria motivada por trabalho de destaque do laboratório da Ufal 



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