Cirurgião fala sobre sua luta para superar doença rara

Publicado em 29 de Dezembro de 2013

O ano de 2013 não foi nada fácil para o cirurgião cardíaco alagoano Hemerson Casado.

Após anos de formação médica com passagem em centros dos Estados Unidos e da Escócia, ele logo conquistou reputação em Alagoas como um dos mais competentes cirurgiões cardíacos do Estado, cotado como sucessor natural de outros grandes nomes da área - como o do cirurgião José Wanderley.

Em junho desse ano, contudo, Hemerson foi obrigado a parar de operar após o início da perda de movimentos provocado pela Esclerose Lateral Amiotrófica, a Ela, uma doença rara e de progressão irreversível que vai degenerando as células responsáveis pelas funções motoras - levando o paciente a um estado vegetativo.

O mais famoso paciente de Ela no mundo é o físico britânico Stephen Hawking que há anos mantém uma carreira intelectual ativa (a doença não atinge a consciência e a capacidade intelectual). Ainda assim, a longa sobrevida de Hawking é considerada um ponto fora da curva entre os pacientes da doença, cuja perspectiva média de vida entre o diagnóstico e a morte não costuma passar de 6 anos.

Em vez de ficar com pena de si mesmo, Hemerson Casado iniciou uma jornada em busca de centros de pesquisas no mundo inteiro para entender o que a comunidade científica tinha a oferecer em tratamentos experimentais sobre a doença.

Em Brasília, conseguiu apoio de parlamentares alagoanos ligados a Frente Parlamentar de Doenças Raras (como a deputada Rosinha da Adefal e Maurício Quintella, que preside a comissão), e está firmando um acordo de cooperação com um laboratório em Israel para trazer a pesquisa ao Brasil - provavelmente em Curitiba, onde já existe um centro capaz de atender às exigências dos israelenses.

Na sexta-feira passada, na véspera de embarcar novamente para Israel, onde fechará detalhes dessa parceria na virada do ano, Hemerson Casado deu um depoimento ao jornalista Rodrigo Cavalcante, no programa Pajuçara 360 Graus, que foi ao ar nesse domingo às 9h da manhã (e será reprisado no TNH1 TV, canal 26 da NET, e em horários alternativos durante a semana).

Na entrevista, o cirurgião falou de como reagiu ao diagnóstico, do apoio que vem recebendo da família, dos sócios (que mantêm uma parceria financeira com ele mesmo após ter parado de operar) e de como pretende continuar trabalhando em 2014 para ajudar não só a ele, mas a futuros pacientes do país a ter melhores instrumentos para lidar com a doença.


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